J.R.R Tolkien e sua sensibilidade perante ao Finlandês.

Tolkien 

Nascido no ano de 1892, ao longo de sua vida teve uma história muito íntima em relação a filologia. Conhecedor de mais de 16 idiomas e criador de mais alguns, Tolkien criou um próprio mundo da qual sempre se referia como mundo secundário. Um mundo que até hoje é um grande influenciador nos jogos de RPG e os estudos épicos em geral.

Anos depois, fundado por Tolkien o The Coalbiters se dedicava a leitura nórdica que incluía Beowulf e o Kalevala. Chamavam-se de Kolbitars, ou “homens que chegam tão perto do fogo no inverno que mordem carvão”.

Ao descobrir a epopéia Kalevala – escrita por Elias Lönnrot, que é composta por canções populares tradicionais que permaneceram vivas passando oralmente de geração em geração. Tolkien teve a ideia de traduzir o mesmo e estudar. Enquanto Tolkien estudava várias línguas, dentre elas estava o Finlandês que serviu de base para a criação do idioma élfico Quenya.

A obra de Elias reúne histórias mostrando o  materiais não só de uma época mas de várias que também são relevantes que datam de 2500 a 3000 anos antes na fundação da Finlândia,  materiais que tem em sua fundação mitologias, xamanismo e magia.

É bem claro que as criaturas fantásticas dos livros de Tolkien tem umas inspiração nos livros de contos ingleses e as criaturas do Kalevala também tem grande influencia sobre suas obras.

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*Semelhanças entre o Finlandês e o Quenya.

Sobre o Quenya: 

Em Tengwar – o alfabeto rúnico dos elfos. Cada Tengwa denota um fonema que denota uma consoante. O Tehtar são os diacríticos (acentos) que quando colocados em cima dos Tengwa forma uma sílaba.

 

(Existem variações de um idioma para o outro e cada um possui um entendimento diferente, mas no final do livro “O Retorno do Rei” está uma tabela oficial explicando o significado e sonoridade de cada uma delas).

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Um anel para todos governar, um Anel para encontrá-los

Quando posto ao fogo:

Um Anel para todos trazer, e na escuridão aprisioná-los. Fonte

É perceptível a quantidade de similaridades com o Finlandês para com o Quenya. Inclusive na forma que é utilizada as tremas que é indispensável no vocabulário Finlandês. Ambos tem o objetivo de mudar a sonoridade da palavra. São idiomas antigos e lindos de serem vistos, como podemos observar nos filmes da trilogia de Peter Jackson.

Kiitos!

Rakkaudella sinua
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“SISU” Perseverança e autonomia

” É a certeza interior que faz a pessoa se ver extremamente capaz de realizar algo.”

Foi dessa herança cultural que a Finlândia deixou de ser um dos países mais pobres do século XX e em menos de 100 anos entrou na lista dos países com o melhor IDH do mundo.

Podemos dizer que com o seu território politizado, a Finlândia se viu em meio a guerra e sendo dependente da atual Russia. Em meio a pobreza e a baixa natalidade infantil, os finlandeses viram que deveriam mudar e atingir uma mudança a nível completo. Criou-se o que podemos chamar de lenda ou mito o SISU, que é a certeza interior que faz a pessoa se ver extremamente capaz de realizar algo.

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Obra de Eero Järnefelt – Kaskenpolttajat (tornar a floresta arável)

Essa obra especificamente retrata o que a Finlândia passou pré e pós guerra. Todos que podiam trabalhavam. A resiliência que lhes foram impostas, a luta pela vida e pela nação. Os cidadãos enfrentaram com maestria a guerra, a dor da fome, da dominação e da miséria.

“É a herança dos tempos difíceis.”

Existe um ditado popular que retrata muito bem o que seria o “Sisu”.

Nós cruzamos até muro de pedras

A natureza do ártico nos tornou corajosos

Ou nos deu o “Sisu” como dizemos

É sobre jamais desistir,

mesmo que seja mais inteligente fazê-lo.

A Finlândia descobriu que a educação pública de qualidade era o caminho para quebrar o ciclo da pobreza, e são nesses padrões que a Finlândia é considerada o país com o melhor índice de educação do mundo.

Um exemplo de resiliência e de humanidade é a banda Pertti Kurikan Nimipäivät (vale a pena ouvir o som deles)

Considerações finais

Um agradecimento especial para a minha professora Paivi Tiura que sempre me ensina a gostar cada vez mais da terra natal dela.

 

Ser professor na Finlândia é:

Hei!

Navegando na internet entre esses dias me deparo com esse vídeo maravilhoso, que mostra como é maravilhosa a profissão de professor na Finlândia e tendo em vista os modelos que encontramos no Brasil, que infelizmente prefere ter como ídolo um jogador de futebol, do que um professor totalmente capacitado para fornecer conhecimento para os alunos. É de tamanha tristeza a realidade do Brasil.

Fique com o vídeo que fala como a Finlândia deixou de ser pobre em meados dos anos 60 e se tornou um dos melhores países com as melhores indicações no IDH (índice de desenvolvimento humano).

 

About the Finnish language

Finnish may not have been written down until the 16th century, but as with any language, it has a history that stretches back far earlier than that. It is a member of the Finno-Ugric language family, which also includes Estonian, Hungarian, and several smaller languages spoken by minority groups across Siberia. Despite that, Finnish includes many loan words, which were adopted into Finnish from other language families over the centuries. In many cases, Finnish has retained these loan words closer to their original form than the language that they came from. The word for mother, aiti, for example, comes from Gothic – which, of course, is no longer spoken. The word for king, kuningas, comes from the old Germanic word *kuningaz – which no longer exists in any Germanic language.

Font: https://theculturetrip.com/asia/india/articles/the-10-oldest-languages-still-spoken-in-the-world-today/?utm_source=Pinterest&utm_medium=share